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Empresas de GLP disputam condomínios

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Veículo: Diário do Grande ABC - SP
Categoria: Geral

Enquanto as vendas do tradicional botijão de 13 kg do chamado gás de cozinha vêm praticamente estagnadas, empresas desse ramo centram as apostas na oferta de canalização em condomínios, para a comercialização do insumo ‘a granel, ou seja, em tanques ou botijões de grande porte, com armazenamento na área comum (enterrados ou visíveis) desses imóveis. É o caso da Supergasbras, que procura explorar a tendência de canalização do insumo nos edifícios. A empresa tem orçamento anual de R$ 50 milhões para a captação de novos clientes nessa área e investe com uma oferta de serviços para atrair os consumidores. A diretora de Negócios Gás LP Granel da companhia, Angela Furtado, assinala que o segmento do GLP, no nicho do granel, já tem crescido nos últimos anos a taxas de 7% a 8% anualmente para uso residencial e comercial. Ela destaca ainda que, nessa área específica, a empresa detém 26% do mercado nacional e registra incremento de 12% ao ano, ou seja, acima da média do setor. Segundo a executiva, esse ritmo é obtido por meio de diferenciais: a Supergasbras faz a rede canalizada de um ponto no condomínio ligando os apartamentos, sem custo para os moradores, e oferece outras vantagens. "Com o gás a granel não é preciso se preocupar com estoques e fazemos as faturas individualizadas, com a leitura dos medidores individuais feita por nossos técnicos ou de forma remota (à distância), com alta tecnologia", afirma.

Outro benefício, afirma Angela, é que o produto proporciona até 30% de economia em relação ao gás natural, que é trazido em boa parte da Bolívia. Ela estima que o tíquete médio dos clientes que usam GLP encanado gira em R$ 38,50 (cocção de alimentos mais água aquecida), contra R$ 70 a R$ 80 do insumo concorrente. A gerente de comunicação da Comgás, Bruna Millet, contesta que haja diferença substancial de preços para o consumo de um ou do outro produto e destaca que, para novos clientes, a empresa não estabelece tarifa mínima de consumo. Ainda de acordo com a concessionária, no Grande ABC, 75% dos novos prédios fecham contratos com a companhia. Bruna cita que atualmente há o atendimento a 40 mil famílias, em 400 prédios da região, por meio de 140 km de rede de gasodutos.

CASAS - A gerente assinala ainda que há metas de chegar não apenas a edifícios mas também a casas - ingressando em espaço antes dominado pelo GLP - e em que a Comgás começou a atuar há pouco tempo. "Queremos ligar 10 mil casas até 2012", afirma.

Consumidores destacam vantagens de ambos os produtos
Tanto consumidores de condomínios abastecidos por gás natural quanto os que têm o GLP encanado enumeram vantagens para os produtos que utilizam. No Residencial Romania, em São Bernardo, é usado o gás liquefeito de petróleo encanado. "Ficam 1.000 kg de gás estocado e, assim, nunca falta; quando está com 30% a 40% para acabar, a gente manda reabastecer", afirma o síndico Pedro Topciu. Ele diz que não chegou a fazer comparativo de preços, mas avalia que há menor risco de desabastecimento. "Se der problema na rede (da Comgás), os condôminos ficariam sem", afirma.

Outro síndico, Gilmar Pedreira Santos, do Edifício Green Village, de Diadema, cita benefícios em relação ao botijão - "Não precisamos mais ter de ligar para pedir" - mas ele diz que não sabe avaliar se o gás natural é mais vantajoso que o GLP encanado. "Quem nos procurou pela primeira vez foi a Comgás e nos oferece praticidade e conforto. "Passei a economizar 50% com a conta de luz", acrescenta.

Link: http://www.sindigas.com.br/sala_imprensa/mostra_noticia.asp?id_noticia=2932